Transporte escolar apresenta irregularidades em Taboão
De acordo com a Diretoria de Trânsito (Ditran), departamento responsável pela fiscalização dos veículos escolares, entre janeiro e maio deste ano, as ocorrências registradas no período apontam para graves problemas cometidos pelos motoristas. Entre eles, o excesso de passageiros, rotas extensas de um bairro para outro, falta de equipamentos de segurança e documentação irregular. Só este ano, o Ditran já apreendeu 28 veículos que estão proibidos de circular. Os proprietários devem recolher multa e passar por vistoria para ter o carro liberado.
Foto: Arquivo do Portal O Taboanense

Pais devem pesquisar situação das peruas antes de assinarem os contratos
Só em 2010, a prefeitura cadastrou 221 peruas escolares. Para explorar o serviço, que é controlado pela Semutrans, o motorista deve fazer, semestralmente, uma vistoria para checar a situação dos veículos. Segundo o diretor do Ditran, Zoroastro Junior, os carros com irregularidades não obtém a licença para atuação. “Além das vistorias, temos o trabalho diário de agentes que notificam e emitem multas aos proprietários”. Após a regularização, o motorista é liberado e, em caso de reincidência, o veículo fica apreendido.
Segundo apurou a Gazeta SP, outro problema enfrentado pelo município é a invasão de veículos irregulares com placas de São Paulo e Embu. Motoristas com licença para trabalhar apenas em Taboão utilizam “carros apadrinhados” de fora da cidade para ampliar o atendimento de alunos. “Nesses casos, nós autuamos o motorista apreendemos o veículo”, explicou Junior. Como a demanda de fiscalização é muito grande, o governo disponibilizou o Disk Denúncia Trânsito, por meio do número 118, para que a população denuncie.
Se na fiscalização os abusos têm sido monitorados, pais e mães também precisam se conscientizar da necessidade de se ter informações mais específicas sobre os prestadores de serviços. Muitas vezes, para aliar preço baixo à comodidade, os filhos são colocados em peruas escolares onde já possui um grande número de alunos. E a conseqüência: superlotação e falta de segurança. Roberto Alves Pedrosa, do Jd São Judas, que tem dois filhos usando o serviço, defende que só a fiscalização do poder público não impede irregularidades. “Nós como pais devemos saber quem são e como trabalham esses motoristas”.
Outro lado