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Serra reajusta salário dos professores, mas eles querem anulação de decreto
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Desde a última segunda-feira, 16, os professores estaduais de São Paulo estão greve. O aumento salarial não é a única reivindicação da categoria. Os professores exigem a revogação do Decreto 53037/08, do Governador José Serra, que impõe limites às transferências dos profissionais e redução no limite de faltas abonadas. Acuado, Governo do Estado anunciou na última quinta, 19, um pacote de medidas que prevê aumento de 12,2% de reajuste no salário base.
“O aumento está longe de ser o suficiente para que voltemos às salas de aula. O governador precisa revogar esse decreto arbitrário. Com a nova medida, o professor fica inibido para pedir transferência de escola. Limitar as faltas médicas a seis abonadas também é um absurdo, onde a maioria da categoria são mulheres e têm filhos pequenos”, afirma o secretário da subsede da Apeoesp em Taboão da Serra, José Afonso da Silva.
Em Taboão da Serra apenas 33% dos professores aderiram à greve, destoando dos outros municípios da região. Em Embu, 66% dos profissionais pararam de trabalhar, já Itapecerica da Serra 92% paralisaram. Em Juquitiba apenas uma escola funcionou normalmente e em Embu-Guaçu só as escolas mais afastadas do centro não fizeram parte do movimento.
Durante a semana, os professores da região organizaram dois atos. Na quarta-feira, 18, cerca de 300 professores se reuniram na Praça da Matriz, em Itapecercica e na quinta, o ponto de encontro aconteceu na Praça Nicola Vivilechio e seguiu em passeata até a escola Wandick de Freitas. “O objetivo da caminhada foi parar a BR-116, fizemos o percurso em uma hora e aconteceu da melhor forma possível”, avaliou Afonso.