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Projeto de reciclagem em Taboão busca parceria com setor público e privado

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Redação

06/06/2008 00:00
Uma experiência pioneira em reciclagem começa a ganhar corpo em Taboão da Serra. Por iniciativa de duas moradoras da cidade que atuam na área ambiental, o projeto de reciclagem para Taboão está ganhando adeptos nas escolas da rede municipal de ensino e em alguns condomínios da cidade. O projeto nasceu na casa delas, a partir da experiência de cada uma e da necessidade de preservar o meio ambiente.
Agora, as especialistas na área ambiental esperam firmar parcerias com a prefeitura e a iniciativa privada, a fim de consolidar a prática da reciclagem no município. Além disso, elas planejam ajudar a fundar uma cooperativa de catadores de lixo visando fomentar a geração de renda em Taboão. Até o momento, 18 catadores estão participando do projeto de reciclagem.
“Começamos o trabalho como formiguinhas, devagar, mas fazendo acontecer”, argumenta a gestora ambiental Eneide Pontes Gama.
Ela trabalha há cinco anos na área ambiental e juntamente com a colega Melissa Miranda, que atua há 10 anos no segmento, começou a recolher e separar o lixo de sua casa, como não há locais de coleta na cidade elas conseguiam reciclar somente o alumínio. “Não estávamos fazendo pelo dinheiro e sim pelo meio ambiente então decidimos começar nós mesmas um projeto”, relata, explicando que o passo seguinte foi procurar a diretoria das escolas e falar sobre a questão.
As duas especialistas conseguiram convencer os diretores das escolas municipais Emília, Monteiro Lobado, Edson Mandeli, Cecília Meireles e Rui Barbosa a participar da iniciativa. Elas também conquistaram a participação dos condomínios Solar das Gaivotas, do Marquise, Delfiori e Butantã. Nesses locais elas recolhem todo o material reciclado que posteriormente é redirecionado para postos de coleta. “Nós coletamos tudo que pode ser reciclado como lata, papel, plástico entre outros. Estamos enfrentando problemas com as embalagens Tetrapac, pois não há posto de coleta delas no Taboão”, salienta Eneide Pontes.
Ela explica que antes do começo do trabalho é feito um amplo esclarecimento a respeito da necessidade de preservação da natureza e de como deve ser feita a coleta, separação e armazenagem do material coletado.
“É importante ressaltar que esse material não tem cheiro. Faz parte da educação ambiental ensinar como armazenar”, explica, acrescentando que o princípio do trabalho é evitar o aumento dos lixões e reduzir o custo com transporte para esses locais.

Quem desejar maiores informações sobre a iniciativa pode entrar em contato com as especialistas ambientais pelos emails: mbmiranda20@yahoo.com.br e nucleopapillon@yahoo.com.br ou pelos telefones 4771-6799 / 9146-8445 e 9286-6328.