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Professor Miguel Leme é candidato a prefeito pelo Psol
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Taboão da Serra terá mais um candidato a prefeito nas eleições de outubro. O professor Miguel Leme (Psol), do mesmo partido da ex-senadora Heloísa Helena, se apresenta como mais uma opção para o eleitorado taboanense. Apoiado por diversos movimentos populares, o candidato, de origem esquerdista, diz que o partido entra na disputa para ganhar. “Não estamos entrando apenas para participar, mas para ganhar”, afirmou.
Miguel Leme terá em sua chapa o arquiteto Roberto Collet, como o seu vice. O partido lança apenas quatro candidatos a Câmara Municipal, mas nem mesmo o time reduzido ou a pouca experiência na política desanima o professor. “Temos muitas propostas para a cidade, vamos fazer uma campanha com os militantes do nosso partido e com o apoio de diversos movimentos sociais da cidade”, destaca.
Foto: Eduardo Toledo

O arquiteto Roberto Coletti, candidato a vice, e Professor Miguel Leme, candidato a prefeito de Taboão
Entre as principais bandeiras defendidas pelo candidato estão o passe livre para estudantes e desempregados, a construção de casas populares e uma maior valorização do funcionalismo público. “Como você quer que um funcionário atenda bem o morador se ele está há mais de 10 anos sem receber nem mesmo reposição salarial?”, questiona.
A todo momento, o professor Miguel Leme faz questão de reafirmar que a sua candidatura é de esquerda. “Não vamos confundir com as outras candidaturas, que na nossa visão são todas farinha do mesmo saco. O Evilásio se coloca como candidato da esquerda, como um candidato socialista, mas não é. Se você pegar a própria origem do Evilásio era do PSDB, ele foi vereador pelo partido”, critica.
O candidato também faz ressalvas ao partido de Evilásio. “Nós não identificamos o PSB como um partido de esquerda, pelo contrário. A política que é implementada em Taboão não se diferencia em nada de outros municípios governados pelo PFL ou PSDB. É a lógica do ajuste fiscal, você reduz custos, priorizar o pagamento dos grandes grupos econômicos, como empreeiteras e fornecedores em detrimento da saúde, educação. Um bom exemplo é o funcionalismo. O funcionalismo nunca foi valorizado”.
Em outra crítica a atual administração, o professor Miguel Leme reclama da forma como foi feito o orçamento participativo. “Você tem a farsa do orçamento participativo, para supostamente dizer onde a população quer que seja investido o orçamento.Mas na prática, a capacidade que a população tem de interferir, de mudar, não atinge nem 5% [do valor total do orçamento]. Quer dizer, é uma farsa”.
O candidato defende medidas drásticas para poder ter mais poder de investimento na cidade. “No nosso ponto de vista a primeira medida que tem que ser tomada é suspensão de todos os pagamentos, de empreeiteras e de grandes grupos econômicos. É preciso fazer uma auditoria em relação as contas, você não tem uma transparência naquilo que foi gasto, nos contratos”.
Foto: Eduardo Toledo

Miguel Leme é professor de história, formado pela USP
Na questão da moradia, o candidato defende o apoio a movimentos populares [como o MTST] que, segundo ele, possuem projetos de construção de habitações populares com baixo custo. “Há uma necessidade de atacar grupos que detêm o controle fundiário, que usam seus terrenos para especulação imobiliária. É uma briga, mas tem que ser comprada”
O professor Miguel Leme defende a municipalização do transporte público. “Nós temos um entendimento que transporte é um serviço fundamental, essencial. E isso tem que estar sob o controle do município. Com essa previsão do aumento da inflação, já começa uma pressão pelo aumento das tarifas por parte das empresas, eu defendo que a tarifa seja congelada. A população pobre não pode ser penalizada por uma crise que foi construída pelos ricos”.
Taboão da Serra tem cinco candidatos a prefeitura, são eles: Evilásio Farias (PSB), Arlete Silva (PTB), Khaled Ali Fares (PDT), Fernando Fernandes (PSDB) e o professor Miguel Leme (PSOL).