Principal “puxador” da economia, Bolsa Família atende 13 mil famílias
Os Programas de Transferência de Renda (PTR) do governo federal (Bolsa Família, Projovem Trabalhador e Urbano) repassados à população de Taboão da Serra foram responsáveis pela injeção de R$ 40 milhões na economia local, nos últimos 12 meses. A informação é de um estudo elaborado pelo governo, no qual a reportagem teve acesso, que aponta para cerca de 50 mil o número de taboanenses beneficiados pelos programas, garantindo ao município um movimento de até R$ 3 milhões no mercado consumidor todos os meses.
Foto: Thiago Neme | Gazeta SP

Em 12 meses, economia municipal recebeu aporte de R$ 50 milhões
Ainda sem caráter oficial os relatórios podem servir de base para apontar o perfil consumidor do município e que tipo de influência os PTR tiveram na ascensão de milhares de pessoas que emergiram das classes E e D para a C. Outro fator que deve contribuir para o município é a destinação final do dinheiro gasto na economia local. Do montante dos gastos registrados no mercado consumidor, cerca de 60% foram no setor alimentício, seguidos pelos setores de serviços e lazer. O volume total de gastos representa cerca de 10% do orçamento previsto para a arrecadação no município em 2010.
Em entrevista à Gazeta SP, o prefeito Evilasio Farias (PSB) disse que o volume de repasses nos programas teve papel fundamental para impulsionar o crescimento do emprego e renda no município. “Os programas cumprem papel social e contribuem para maior pujança de nossa economia. A distribuição de renda permite que o município seja auto-suficiente em geração de serviços e, com isso, aumenta o emprego e por consequência o consumo”, explicou Farias. No último 60 meses, Taboão gerou cerca de 24 mil vagas e figura entre os 20 que mais geraram empregos junto ao Cadastro Geral de Trabalhadores.
Comércio local cresce junto à renda da população
A distribuição de renda é o caminho mais rápido e eficaz para aquecer a economia e gerar o aumento do emprego e renda. Nos últimos 8 anos, essa realidade ficou mais próxima do brasileiro e hoje alimentos e bens de consumo antes exclusivos de classes dominantes já fazem parte do cotidiano dos mais pobres. O dinheiro quando gasto na economia local favorece o crescimento do comercio que, por conseqüencia, contratam mais trabalhadores e a economia gira com pujança.
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