Preso enfermeiro que desviava medicamento de hospital
Um auxiliar de enfermagem de um hospital municipal do Campo Limpo desviou medicamentos de tarja preta e os vendeu para um homem, que lhe pagou a quantia de R$ 100 por sete ampolas de sulfato de morfina e cloridrato de nalbufina. Esses medicamentos são classificados, pelo Ministério da Saúde (MS), como “substâncias entorpecentes”. Mas o “comprador” era um repórter de uma emissora de televisão, que denunciou o caso ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), da Polícia Civil.
Uma equipe da 2ª Delegacia de Investigações sobre Infrações Contra a Saúde Pública (DIISP) foi até a residência do auxiliar de enfermagem A. C. O., de 50 anos, no Conjunto Habitacional Padre José Anchieta, no Campo Limpo, e o abordou quando ele saía do imóvel. Ao saber o motivo pelo qual fora procurado, o auxiliar levou os policiais ao seu apartamento para ser vistoriado.
Substâncias entorpecentes
Ao ser iniciada a revista, foram encontrados dezenas de ampolas e comprimidos no imóvel e no Ford Escort do suspeito, que tinham sido desviados do hospital municipal. Foram apreendidos 115 comprimidos e 78 ampolas, a maioria “substâncias entorpecentes” na classificação do MS, como corticordex, furosemida, dormire (ampolas) e sulfato ferliozo, halo e diazepam (comprimidos), entre outros.
Como ficou comprovado que os medicamentos eram propriedade do hospital público, A. foi conduzido à sede da DIISP e autuado em flagrante pelos crimes de peculato, receptação e tráfico de entorpecentes (os medicamentos têm princípio ativo de substâncias entorpecentes e só podem ser usados mediante prescrição médica). O auxiliar de enfermagem se encontra no sistema prisional, à disposição da Justiça. Além do medicamento, também foi apreendido um celular do suspeito, para ser periciado – já que as transações de venda dos remédios eram feitas por ligações telefônicas, segundo os policiais.