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Preso enfermeiro que desviava medicamento de hospital

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Redação

12/05/2010 00:00

 

Dezenas de ampolas e comprimidos de remédios, do tipo tarja preta, foram apreendidos na residência de uma auxiliar de enfermagem, às 12h de ontem (3), em Artur Alvim, zona leste da Capital. Os medicamentos foram desviados de um hospital municipal e são considerados “substâncias entorpecentes” pelo Ministério Saúde (MS). Policiais civis chegaram até o suspeito após a denúncia de um repórter de televisão, que comprou sete ampolas de morfina e nalbufina do enfermeiro. O auxiliar foi autuado em flagrante por peculato, receptação e tráfico de entorpecentes.

Um auxiliar de enfermagem de um hospital municipal do Campo Limpo desviou medicamentos de tarja preta e os vendeu para um homem, que lhe pagou a quantia de R$ 100 por sete ampolas de sulfato de morfina e cloridrato de nalbufina. Esses medicamentos são classificados, pelo Ministério da Saúde (MS), como “substâncias entorpecentes”. Mas o “comprador” era um repórter de uma emissora de televisão, que denunciou o caso ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), da Polícia Civil.

Uma equipe da 2ª Delegacia de Investigações sobre Infrações Contra a Saúde Pública (DIISP) foi até a residência do auxiliar de enfermagem A. C. O., de 50 anos, no Conjunto Habitacional Padre José Anchieta, no Campo Limpo, e o abordou quando ele saía do imóvel. Ao saber o motivo pelo qual fora procurado, o auxiliar levou os policiais ao seu apartamento para ser vistoriado.

Substâncias entorpecentes

Ao ser iniciada a revista, foram encontrados dezenas de ampolas e comprimidos no imóvel e no Ford Escort do suspeito, que tinham sido desviados do hospital municipal. Foram apreendidos 115 comprimidos e 78 ampolas, a maioria “substâncias entorpecentes” na classificação do MS, como corticordex, furosemida, dormire (ampolas) e sulfato ferliozo, halo e diazepam (comprimidos), entre outros.

Como ficou comprovado que os medicamentos eram propriedade do hospital público, A. foi conduzido à sede da DIISP e autuado em flagrante pelos crimes de peculato, receptação e tráfico de entorpecentes (os medicamentos têm princípio ativo de substâncias entorpecentes e só podem ser usados mediante prescrição médica). O auxiliar de enfermagem se encontra no sistema prisional, à disposição da Justiça. Além do medicamento, também foi apreendido um celular do suspeito, para ser periciado – já que as transações de venda dos remédios eram feitas por ligações telefônicas, segundo os policiais. 

 
 
Gabriel Rosado