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Prefeitura prepara ação contra quem joga entulho em local proibido
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A prefeitura de Taboão da Serra trabalha em um plano de ação contra quem joga lixo e entulho nas ruas da cidade. Além de mudanças na lei, tornando mais severas as multas, a prefeitura também irá realizar operações com a Guarda Civil Municipal para coibir os infratores e até mesmo apreender os caminhões e carros de quem for pego em flagrante jogando entulho nas ruas.
Segundo Maruzan Corado, Coordenador Executivo da prefeitura, as punições serão mais pesadas para quem está sujando a cidade. “Não vamos tolerar isso, quem for pego jogando entulho em local proibido será punido no rigor da lei”, afirma. A prefeitura trabalha na elaboração do novo código de obras e edificações que deverá ser encaminhado ainda neste mês para a Câmara Municipal.
Foto: Eduardo Toledo

Entulho jogado irregularmente: custo alto para a cidade toda
“Vamos ter um código mais moderno, que permite uma fiscalização mais ampla, principalmente contra o infrator, que joga entulho em locais de uso comum, como rios, ruas e calçadas”, afirma o vereador Olívio Nóbrega. A Câmara já iniciou a discussão dos artigos 288 artigos da nova lei.
O problema mais latente na questão do entulho são os terrenos baldios, que os proprietários deixam abandonados. A falta de muro e fiscalização permite a ação de caminhões que descarregam toneladas de entulho nesses locais. “Temos um projeto que pune os proprietários que não muram ou limpam os terrenos. A prefeitura irá limpar, murar e fazer o calçamento, o custo disso será lançado junto com o carne do IPTU e quem se recusar a pagar pode até mesmo perder o terreno”, afirma Maruzan.
Hoje, um dos principais focos do mosquito da Dengue são em locais com muito entulho, que também serve como lar para ratos, baratas, escorpiões e até cobras. “Vamos iniciar uma campanha de conscientização nas escolas, mas também vamos punir quem está jogando entulho nas ruas”, garante Maruzan.
Segundo o coordenador da prefeitura, o grande custo com entulho hoje não é para retirar o material das ruas, mas onde jogar. “Precisamos contratar um aterro especial, que cobra um preço muito caro”.
Ecoponto
Em 2007 a prefeitura começou um projeto pioneiro, criando oito ecopontos por toda a cidade, locais que serviam para os moradores jogarem pequenas quantidades de entulho. “Quem fazia uma pequena reforma não tinha onde jogar o resto da obra, os ecopontos servia exatamente para isso”, afirma Ricardo Resende, secretário de Obras e Infra Estrutura.
Apesar de ser destinado para pequenos geradores de entulho, os ecopontos acabaram virando depósito de lixo e resto de grandes obras. “Muitas pessoas não respeitavam o limite máximo que poderia ser depositado, o que estava acontecendo é que os locais estavam virando um bota-fora de grandes obras”, lembra Maruzan, que disse que a prefeitura irá voltar com o projeto que agora terá uma fiscalização maior.