Policiais Militares são condenados a 18 anos por júri em Itapecerica
Terminou às 2h15 o júri que condenou os ex-policiais militares Anderson dos Santos Salles, Moisés Alves Joaquim Aleixo Neto e Rodolfo da Silva Vieira, todos do 37º Batalhão, de Itapecerica da Serra a 18 anos e 4 meses de prisão por homicídio qualificado. O grupo de extermínio ficou conhecido como Higlanders, as vítimas tinham a cabeça e os braços decepados.
Polícia investiga grupo de extermínio que atua na região
Acusados de fazerem parte de grupo de extermínio tem prisão decretada
Os ex-policiais foram condenados ainda por abuso de autoridade e violação de dever inerente ao cargo. Os réus foram acusados de matar o deficiente mental Antônio Carlos Silva Alves em outubro de 2008. O julgamento, no Fórum de Itapecerica da Serra durou 16 horas. Os condenados podem pedir recurso.
O juiz do caso, Antonio Augusto Galvão de França Hristov, leu sua sentença dizendo que a ação é típica de grupos de extermínio. “A obrigação dos PMs era proteger as vítimas, o que não aconteceu”. Outros 11 policiais acusados inicialmente de fazerem parte do grupo não foram a julgamento por falta de provas.
O grupo de extermínio teria feito pelo menos mais quatro vítimas. Outros três homens foram encontrados com as cabeças e membros decepados na estrada da Lagoa. As investigações foram conduzidas pelo delegado Pedro Arnaldo Buk Forli, responsável pelo Setor de Homicídios da Seccional de Taboão da Serra.
Os ex-policiais ficaram conhecidos como Highlanders em referência ao filme estrelado por Christopher Lambert, sucesso na década de 80, onde guerreiros cortavam a cabeça de seus inimigos. Segundo a acusação, a pratica do grupo era para dificultar a identificação dos corpos.