Para Chico Brito, repressão esmoreceu em Embu das Artes
"A prefeitura sozinha não vai resolver o problema de violência", declarou Chico, mesmo após defender que governos municipais façam maiores investimentos na prevenção, com a criação de mais equipamentos de cultura, esporte e lazer para que crianças e jovens tenham "perspectiva de futuro".
Foto: Arquivo do Portal O Taboanense

O prefeito de Embu das Artes, Chico Brito
"Até porque existe uma circulação da criminalidade aqui na nossa região", justificou o prefeito, ao exemplificar que um assaltante vem de outra cidade e comete um latrocínio (roubo seguido de morte) em Embu. "Isso é com os órgãos de segurança, a Polícia Militar e a Polícia Civil, aumentando as rondas, fazendo mais blitze. É o que tenho cobrado", disse Chico, que já em junho, em entrevista ao Jornal Atos, reclamava o patrulhamento e os bloqueios.
"No ano passado esmoreceu um pouco a repressão, as blitze na nossa cidade", avaliou Chico. A deficiência teria sido corrigida. "Me reuni com o comando das polícias para acertar isso, e depois daquela reunião já começou a surtir efeito."
Em 2009, Embu, aos 30 anos como estância turística, amargou 40 homicídios, com mais da metade (22) apenas nos primeiros quatro meses. De outubro a dezembro, foram "só" quatro.
Como resultado da reunião periódica com as forças policiais, Embu recorreu a um grupo de trabalho de segurança, formado também por órgãos municipais. A força-tarefa estabeleceu um sistema de mapeamento e está monitorando os locais e quais os tipos de ocorrências criminais na cidade.
O grupo passou a esmiuçar sobre cada local para identificar as causas da criminalidade. "O que tem naquela área que cria uma situação de risco. É falta de iluminação? Precisa urbanizar? Criar equipamentos de cultura, esporte e lazer? É tráfico que existe naquela região. Estamos nesse grau de detalhamento", disse o prefeito.