Menores promovem quebra-quebra e ameaçam fazer criança refém em casa transitória
Publicado originalmente no Blog do Edimon Teixeira
Os adolescentes queriam fugir da instituição e exigiam dos funcionários as chaves do local. A monitora Ademilda Marques Rodrigues, 37, que se negou, foi ameaçada. “Eles disseram que se não déssemos, nos amarrariam e tomariam as chaves à força e depois fugiriam,” disse. Diante da negativa da monitora, os adolescentes se tornaram agressivos, e passaram a derrubar mesas, cadeiras e outros objetos que encontrassem pela frente.
Foto: Eduardo Toledo

Conselho Tutelar está cuidando do caso
Os coordenadores não cederam às ameaças dos menores, então eles disseram que iriam invadir o berçário, tomar uma das crianças como refém, e fugiriam em seguida, levando-a consigo. Neste momento, de acordo com as testemunhas, os adolescentes ficaram ainda mais agressivos, e quebraram os vidros das janelas e uma das portas do abrigo.
O Conselho Tutelar de Taboão da Serra foi acionado. Representado pela conselheira Lucilene Ferreira dos Santos, 30, que não teve êxito em conter os menores. Com a chegada da agente, os menores arremessaram cadeiras e mesas na direção dela e do administrador da instituição, Michel Castanho Dugaichi, 46, que por pouco não foi atingido por um extintor de incêndio.
A situação só foi controlada com a chegada dos agentes da guarda municipal, que conduziram os menores até o 1º DP, na região central, onde foi registrada a ocorrência. Os jovens foram apreendidos, e serão apresentados ao juiz da vara de infância e juventude da comarca de Taboão da Serra, que decidirá o destino dos menores infratores.
Asas Brancas
A instituição, uma organização prevista em lei, mantém meninas e meninos de várias faixas etárias, além de atender anualmente, cerca de 600 alunos da comunidade em Taboão da Serra. A entidade possui o setor de apoio ao adolescente e orientação à família, assistência psicológica, jurídica, social, educacional, espiritual e odontológica.
Os menores ficam na Casa Transitória por um período máximo de 90 dias até que a Justiça defina seu destino. Na instituição, os menores mantêm, ainda, cursos profissionalizantes e de Línguas, e o curso de "Sociabilidade e Discernimento para a Vida”.
De acordo com a diretoria da instituição, os adolescentes infratores levados para lá pelo Conselho Tutelar estão ocasionando transtornos para as demais crianças. Além disso, destroem equipamentos da casa e provocam situações de conflito até mesmo com os funcionários.