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Itapecerica da Serra terá delegacia da mulher

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Redação

25/06/2010 00:00

 

O Deputado Fernando Capez (PSDB) e a Presidente da OAB da região, Neuza Penha Gava Otero, em reunião realizada na tarde do dia 21 deste mês, com o Delegado-Geral, Domingos de Paula Neto, conseguiram de imediato o deslocamento de uma Delegada de Polícia de Taboão da Serra, um dia por semana, para fazer atendimento à população de Itapecerica e região.

Itapecerica da Serra tem hoje mais de 160 mil habitantes, e na cidade não há implantação da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para combater a violência doméstica na região. Mas essa deficiência não é mais problema para a população local, graças à atuação firme do Capez e de autoridades da região.

Foto: Eduardo Toledo

Deputado Capez e Neuza Penha durante reunião com o delegado Domingos de Paula

Na reunião, Capez entregou um ofício dos promotores de justiça do Município explicando o porquê da importância da implantação da Delegacia na cidade. Neuza Penha destacou que, por dia, ela chega a atender de 3 a 4 denúncias de violência doméstica na OAB. Neuza e Capez ressaltaram que o pleito é justo, pois é importante garantir os direitos das mulheres, com tratamento diferenciado e especializado. Explicaram, também, que a prefeitura se colocou à disposição para oferecer a infraestrutura necessária para a implantação da Delegacia.

Durante o encontro, Domingos de Paula Neto ligou imediatamente para o Diretor do Demacro, Marcos Carneiro, para explicar a importância do pleito do Deputado Capez. De imediato, Marcos Carneiro concordou com a sugestão do Delegado-Geral de, enquanto não for efetivada a implantação da DDM em Itapecerica, deslocar um delegado ou delegada para atender às mulheres.

Ao final do encontro, Capez destacou estar feliz com o apoio do Delegado-Geral. “O Dr. Domingos é um homem competente no que faz e, pela sua experiência profissional, soube entender e apoiar a implantação da DDM em Itapecerica. Só tenho a agradecer esse apoio tão importante”, afirmou Capez. 

Segundo Capez, a violência contra a mulher não escolhe raça, cor nem nível social e econômico. “Foi uma luta muito grande, por parte das mulheres, para que a Lei Maria da Penha, Lei n. 11.340/2006, fosse aprovada, e uma das mudanças promovidas pela lei foi o aumento do rigor das punições das agressões contra a mulher quando ocorridas do âmbito doméstico ou familiar. Precisamos fornecer instrumentos para que ela seja aplicada”, afirmou Capez.