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Governador sanciona aumento para professores e greve chega ao fim
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O governador José Serra sancionou a lei que estabelece reajuste de até 12,2% no salário-base dos professores, diretores e supervisores da rede estadual de Educação. Cerca de 350 mil pessoas (230 mil da ativa e 120 mil aposentados) passam a ser beneficiados. A nova lei está publicada no Diário Oficial do Estado distribuído nesta segunda-feira, 7 de julho. O benefício será pago em agosto e é retroativo a julho.
O salário-base do professor de 1ª a 4ª série, em jornada de 40 horas semanais, passa de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17. Isso se ele não tiver formação superior, o que praticamente não mais acontece na rede estadual. Para professores de 1ª a 4ª com curso superior e de 5ª a 8ª e Ensino Médio (fases que exigem ensino superior), em 40 horas, o salário-base irá de R$ 1.350,75 para R$ 1.501,50.
Foto: Arquivo do Portal O Taboanense
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Escola Domingos Mignoni, fechada no início da greve
O aumento do piso salarial dos professores atende política do governo do Estado de valorizar os profissionais da Educação, incluindo incorporação de gratificações e reajuste.
O governo do Estado calcula gastar mais R$ 670 milhões por ano com este reajuste. "O governo iniciou em 2007 uma clara política de incorporação de gratificações, ação que beneficia os servidores da ativa e os inativos, com continuação agora em 2008. Este aumento foi no salário-base, que, como a incorporação, incide em outros adicionais", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.
A Secretaria está implantando neste ano a política de bônus por merecimento, que proporcionará até 16 salários anuais para os profissionais que atingirem as metas estabelecidas. O reajuste definido nesta segunda-feira incidirá também sobre o bônus por merecimento.
"É essencial remunerar por desempenho. Assim será em para São Paulo. Mas é preciso aliar com aumento de salário, o que o governo acaba de fazer", diz a secretária Maria Helena.
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