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Defesa Civil interdita prédio do CDHU que ameaça desabar

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Redação

14/07/2010 00:00

 

O pesadelo dos moradores do conjunto habitacional da CDHU, no Pq. Jacarandá, parece que não tem fim. As 40 famílias que moram no local estão sendo retiradas de suas casas pela Defesa Civil que interditou nesta segunda-feira, dia 12, todo o conjunto que corre o risco de desabar a qualquer momento.

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Os prédios de cinco andares foram construídos pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) em 2003. Nos últimos cinco anos, os apartamentos vêm apresentando rachaduras, mas o problema maior começou neste ano, quando frestas de até seis centímetros apareceram. Desesperados, os moradores buscaram soluções, mas o que se viu até agora foi um completo desrespeito e descaso por parte do órgão do Governo do Estado.

Foto: Eduardo Toledo

A moradora Daniela Bessa, mãe de três filhos, diz que não tem para onde ir

Em reportagem publicada aqui no Portal O Taboanense em abril deste ano, a CDHU se manifestou através de uma nota oficial dizendo que “as rachaduras citadas na matéria são na verdade juntas de dilatação entre a estrutura do prédio e o corpo da escada”. Porém, não é o que acredita a Defesa Civil de Taboão da Serra.

“Acreditamos que está acontecendo um recalque de fundação, temos que fazer um estudo mais elaborado, mas não podemos deixar as famílias correndo esse risco”, disse o engenheiro Edson Galina, da prefeitura da cidade. No dia 18 de junho, a Defesa Civil fez uma marcação em uma das paredes do quinto andar, até hoje, uma nova rachadura de 3 centímetros apareceu.

“Antes da CDHU fazer uma maquiagem aqui, tampando as rachaduras com um spray e massa, a gente tinha sete centímetros nessa rachadura, agora apareceu mais três centímetros, quer dizer que esse buraco já está com 10 centímetros”, disse a moradora Daniela Rodrigues Bessa, que mora no conjunto com os três filhos.

Segundo Carlos Senna, diretor da Defesa Civil, a ordem é que os moradores deixem o local imediatamente. “Muitos moradores estão ainda no local alegando que não tem para onde ir, mas o risco é grande e vamos tomar todas as medidas cabíveis para que essas pessoas deixem o prédio até uma solução”.

Foto: Ricardo Vaz | Divulgação

Moradores recebem a notícia da Defesa Civil que o condomínio seria interditado

Na noite desta terça-feira, dia 13, alguns moradores já estavam deixando o local. A Defesa Civil ajudou na mudança dos moradores. “Estamos indo para a casa da minha sogra, meus filhos já estão lá, aqui é muito arriscado, o prédio pode desabar a qualquer momento. É um descaso sem tamanho da CDHU, a gente pode morrer aqui”, afirma a moradora Cleonice Santos.

Monitoramento

Em abril, a CDHU contratou o Instituto de Pesquisa Tecnológicas (IPT), que estiveram no Bloco I do Conjunto Habitacional Parque Jacarandá realizando vistoria. Na época, em nota oficial a imprensa, a assessoria de imprensa da CDHU informou que “o IPT confirmou que as juntas de dilatação entre a estrutura do prédio e do corpo da escada, previstas no projeto, não comprometem a estrutura e a estabilidade do edifício. Engenheiros da Defesa Civil da cidade de Taboão da Serra acompanharam a vistoria, reiterando a posição do IPT”.
Ainda segundo a nova nota oficial enviada pela CDHU, “o IPT fará o monitoramento da evolução das juntas e apresentará à CDHU até o fim do mês de abril relatório dos serviços necessários para esse acompanhamento”.