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Criminosos praticam assaltos e fogem a pé em Taboão
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Uma balconista que mora há seis anos na rua Frei Damião, no Jardim Saint Moritz, descobriu na última semana que mesmo conhecendo praticamente todos na vizinhança não está segura no local onde vive. A constatação alterou a rotina dela e da família, assim como de tantas outras pessoas vítimas da violência urbana. Passava das 6h30 e a balconista saía para o trabalho quando foi abordada a poucos metros de casa por um assaltante a pé, no meio da rua. Ele anunciou o assalto e saiu levando a bolsa dela com celular, dinheiro e documentos.
“Voltei pra casa correndo, tremendo de medo. A rua estava cheia de gente, mas ninguém viu nada”, afirma a balconista, que chamaremos de Janete. Ela conta que desde então não parou de sentir medo. Agora ela só sai de casa junto com o marido que todos os dias a deixa no ponto de ônibus.
Foto: Arquivo do Portal O Taboanense

Delegacia já registrou diversas ocorrências
A balconista diz que não foi a única vítima desse tipo de ocorrência. Ela conta que no ponto de ônibus o assunto é recorrente. “Isso acontece muito quando as pessoas estão indo ou voltando do trabalho”, disse, acrescentando que após o assalto não consegue mais andar tranqüila na rua. “Tenho sempre a impressão de que alguém está me olhando”, salienta.
Outro local da cidade onde esse tipo de ação também é comum é a rua Laudelina Pereira da Silva, no Parque Iracema. Segundo leitores do Portal Taboanense, os moradores de lá estão sentindo na pele o problema. Os relatos apontam que nos últimos dois meses os assaltos a pedestres aumentaram.
Um dos casos mais recentes aconteceu no último dia 4 por volta das 6h50. “Quando estava saindo de casa desceu um homem correndo na rua onde moro. Fiquei assustada e decidi esperar, depois quando ia sair novamente desceu uma vizinha minha chorando, dizendo que o homem que desceu correndo havia assaltado ela”, relembra uma leitora.
Ela conta que o criminoso levou o celular de sua vizinha e ainda teve a ousadia de tirar o chip primeiro. “Os casos de assalto a pedestre em minha rua são praticamente diários e sempre acontecem pela manhã ou à noite. Eu moro na rua há 20 anos e quase não estou mais tendo coragem de sair de casa”, admite a leitora que pediu para não ser identificada.
Quem também viveu de perto o drama de ser assaltada na rua onde mora foi a dona-de-casa que vamos chamar de Catarina. Ela lembra que o episódio aconteceu rapidamente, pouco depois de sair de sua residência. “Eram dois homens a pé. Eles me cercaram e levaram a minha bolsa, com dinheiro, documento, celular, tudo. Foi muito rápido. Os dois foram embora e eu fiquei tremendo de medo”, resume.