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“Eu estou desesperada, não tenho como pagar um aluguel e a prestação ao mesmo tempo. O aluguel de uma casa por aqui gira em torno de R$ 500 e eu não tenho como bancar isso e nem tenho para onde ir”, lamenta Daniela Bessa. Outra dificuldade encontrada pelos moradores é encontrar casas para alugar em tão pouco tempo. “Temos que sair daqui o mais rápido possível e demora um tempo a aprovação do contrato”, lembra a moradora Creuza Regina.
Foto: Eduardo Toledo

Cleonice Santos está preparando a mudança: vai para a casa da sogra, morar de favor
Segundo os moradores do conjunto, representantes da CDHU disseram que cada morador iria receber uma bolsa aluguel de R$ 400 durante oito meses (período previsto para a reforma que deve ser feita pela Companhia). Os moradores fizeram uma contra-proposta para elevar esse valor para R$ 600, mas o acordo ainda não foi fechado.
As pessoas que podem estão indo para a casa de parentes. “É uma situação ruim, a gente acaba atrapalhando a vida das outras pessoas, mas o nosso desespero é tão grande que eu não sei o que fazer”, disse Cleonice Santos. “Estão tratando a gente como se fossemos invasores, mas não, nós somos mutuários”, reclamou a moradora.
O financiamento feito pelo CDHU é de 25 anos e cada morador paga uma prestação de acordo com a situação financeira. A reportagem do Portal O Taboanense entrevistou moradores que pagam desde R$ 100 até R$ 357.