Atraso nas obras do AME custará R$ 165 mil a Taboão da Serra
Ouça entrevista com o vereador Wagner Eckstein sobre o caso
Governo do Estado recua e instalação do AME fica para 2011
A previsão inicial era que o prédio do Jd. Helena, que fica na estrada São Francisco, começasse a ser reformado pelo Governo Estadual em março. O local foi esvaziado pela prefeitura e entregue oficialmente no dia 22 de fevereiro deste ano. No início de abril, o secretário municipal de saúde, José Alberto tarifa, afirmou durante reunião na Câmara Municipal, que as obras atrasaram e começariam no início de maio.
Foto: Divulgação

Novo prédio alugado pela Secretaria de Saúde para continuar o atendimento a população durante a reforma: prejuízo para o município chega aos R$ 165 mil só neste ano
O prédio do Jd. Helena também era responsável pelos atendimentos de especialidades médicas. Cerca de 700 atendimentos diários eram feitos na unidade que foi transferida para um prédio que precisou ser adaptado na av. Dr. José Maciel, no Jd. Maria Rosa. Segundo apurou a nossa reportagem, o custo com o aluguel do local é de R$ 14 mil por mês. Um outro prédio, na mesma avenida, foi alugado por R$ 2.500 para o atendimento de doenças como AIDS.
Mesmo que a prefeitura queira voltar com os atendimentos no antigo prédio do Jd. Helena, ficará responsável pelo pagamento do aluguel do novo local de atendimento, uma vez que foi assinado um contrato de um ano com o proprietário. Nesta semana, entramos em contato com os deputados estaduais Marco Porta e Analice Fernandes para que eles se posicionassem sobre o caso.
Para Marco Porta, o atraso na reforma se deve por problemas administrativos. “De acordo com informações preliminares sobre o assunto, existem pendências administrativas que precisam ser superadas para que se iniciem de fato as medidas de implantação”. (Leia entrevista completa)
Já a deputada Analice Fernandes, disse que a culpa pelo atraso é da própria prefeitura. “É preciso ficar claro que este atraso se deve a demora da Prefeitura de Taboão da Serra em desocupar o prédio. E antes disso, a demora da Prefeitura de Taboão em oferecer um prédio, o que poderia ter ocorrido antes mesmo das eleições de 2008”, disse. Analice é oposição ao governo do prefeito Evilásio Farias. (veja a entrevista com a deputada)
Na semana passada, houve uma informação que a AME de Taboão da Serra, que vai atender também os municípios de Embu das Artes, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço e Embu-Guaçu, só começaria a ser reformada em dezembro deste ano. O que era boato, foi confirmado em reunião com representantes da Associação de Vereadores da Região Sudoeste. (Aversud).
“A informação que tivemos em uma reunião com Dra. Maria Teresa, da DRS1 (Diretoria Regional de Saúde responsável pela região) é que a reforma só irá começar em 2011”, afirmou o vereador Wagner Eckstein, presidente da Aversud. “Para nossa região isso é horrível, temos que tentar reverter essa situação inaceitável”, completou.
Atraso e falta de comunicação
A notícia do atraso nas obras da reforma e ampliação do prédio, responsabilidade do Governo do Estado, foi publicado com exclusividade na última semana pelo Portal O Taboanense. A repercussão em torno da denúncia gerou indignação e revolta entre moradores, políticos e lideranças.
Em entrevista por telefone ao Portal O Taboanense, Evilásio Farias disse estar surpreso com a informação. Na última quarta-feira, ainda em Brasília, o prefeito afirmou desconhecer a informação. “Até o momento não sei nada sobre esse atraso, temos um compromisso com o Governo do Estado, já entregamos o prédio e estamos cumprindo todo o cronograma combinado”, disse Evilásio no primeiro contato a reportagem.
Em seguida, após receber a confirmação do atraso nas obras, o prefeito voltou a falar com a reportagem e disse estar “indignado” com a situação. “É um absurdo, não me conformo com isso. E o pior é receber essa notícia através da imprensa, eles [Governo do Estado] não nos comunicaram antes”, disse.
O próprio secretário de saúde do município, José Alberto Tarifa, só foi comunicado oficialmente sobre o atraso nas obras um dia depois da publicação da matéria no Portal O Taboanense. “Vamos nos reunir com o prefeito para decidir o que vai ser feito. A princípio a unidade continua funcionando no novo prédio do Jd. Maria Rosa”, garantiu.