Polícia Civil prende quadrilha que realizava sequestros relâmpagos
A investigação começou em maio, quando dois homens foram perseguidos pela GCM de Embu das Artes e terminaram presos na Régis Bittencourt, já em Taboão da Serra. Os dois indivíduos tinham acabado de realizar o sequestro relâmpago de uma publicitária e foram até Embu sacar dinheiro da conta da jovem.
Foto: Reprodução

Mercadorias apreendidas na casa onde a quadrilha se escondia
A Polícia levantou todos os telefonemas dados pelos sequestradores durante o crime e nessa ação foi rastreada pelo serviço de inteligência da polícia Civil de Taboão da Serra um número de celular. Com autorização judicial, os policiais passaram a grampear a linha de Vanderley Ferreira Fausto Júnior, apontado como um dos chefes da quadrilha.
Durante as escutas, os policiais levantaram diversas informações sobre o bando, inclusive gravaram os bandidos conversando durante uma série de sequestros. Através dos grampos, a Polícia conseguiu identificar mais quatro integrantes. William Florêncio Alves, morador de Taboão da Serra, Anderson Ferreira dos Santos, Rogério da Silva Pereira e Adriane da Silva Nascimento, todos moradores da Vila Sônia, passaram a ser investigados.
Sempre bem vestidos, com boa aparência, os sequestradores usavam um método sofisticado nas suas ações. Eles abordavam suas vítimas, de preferência mulheres, idosos e casais jovens, em locais de pouco movimento. Eles escolhiam sempre pessoas com carros caros e observavam o estilo de vida das pessoas, como, por exemplo, se tinham pertences de luxo no veículos, como raquetes de tênis, laptops e até mesmo celulares caros.
Sempre em dupla, eles abordavam as vítima e assumiam a direção do carro. As ações eram rápidas, cerca de 30 minutos no máximo. A quadrilha já tinha um levantamento dos caixas eletrônicos que não possuíam câmeras e davam preferência para esses locais. Após roubarem o dinheiro, eles saiam caminhando e um terceiro comparsa (geralmente Adriane) passava no local com uma Meriva e levava os bandidos para um novo sequestro.
“Eles faziam cerca de 3 ou 4 sequestros relâmpagos por dia, eram uma quadrilha altamente especializada”, disse o chefe dos investigadores da delegacia de Taboão da Serra Luis Peniche. Segundo relatos, os bandidos não eram violentos em suas ações. “Eles sabiam o que estavam fazendo”, diz um policial.
A Polícia Civil de Taboão da Serra preparava a prisão da quadrilha há mais de 15 dias. No dia previsto para a ação, Anderson realizou uma festa de aniversário para sua filha de um ano, para não colocar ninguém em risco, a polícia abortou a operação. Porém, na quinta-feira, dia 5, mais de 25 policiais foram até as casas dos acusados com mandatos de prisão. Toda a quadrilha foi presa.
Até o fechamento da matéria, foram registrados oito inquéritos. As vítimas de todos esses casos reconheceram os presos como autores dos sequestros relâmpagos. Existe pelo menos 100 ocorrências registradas nos bairros onde a quadrilha atuava, todos serão chamados para fazer o reconhecimento.
Pizza e prisão
A polícia monitorou durante três meses as ações da quadrilha. Diversos sequestros aconteceram neste período. Várias vezes a polícia tentou prender em flagrante os bandidos, mas como eles agiam rápido, nenhuma operação acabou dando certo. Com todas as provas em mãos, a Polícia só precisava do endereço da quadrilha.
A polícia identificou o endereço de um dos integrantes após o mesmo pedir uma pizza e ter dado a localização exata de onde ele estava. A partir daí, os policiais passaram a monitorar de perto todos os integrantes.