Polícia Civil prende quadrilha que roubava ônibus
Tentativa de roubo a ônibus quase termina em linchamento
A prisão da quadrilha aconteceu após uma investigação detalhada dos policiais, além do uso da tecnologia. O número de roubos a ônibus na cidade começou a crescer em maio. De lá pra cá os policiais começaram a cruzar dados e informações e perceberam que os assaltos aconteciam, na sua maioria, em dois itinerários.
Foto: Eduardo Toledo

Quadrilha agia principalmente na linha 9 dos ônibus Circular
De posse das informações, os policiais civis jogaram os dados em um mapa e determinaram uma área de atuação. De posse das características físicas dos acusados, os policiais investigaram na região possíveis criminosos. Depois de um mês, oito acusados foram levados a delegacia para averiguação. Eles foram fotografados e liberados em seguida. Os motoristas, vítimas dos roubos, foram chamados para o reconhecimento dos suspeitos.
Para surpresa dos policiais, todos os oito averiguados foram reconhecidos pelas vítimas. Dos 20 primeiros casos investigados, 18 tinham envolvimento dos suspeitos. Na segunda-feira, dia 2, a Polícia Civil de Taboão da Serra realizou uma grande operação para prender os acusados. Cinco homens de 18 a 33 anos foram detidos. Na delegacia, eles foram reconhecidos pelas vítimas e permanecem presos.
Após a prisão dos cinco indivíduos, o número de roubo a ônibus na cidade caiu a zero. Na semana, três menores foram presos em flagrante quando tentavam roubar um ônibus no Jd. Record.
“Fizemos um trabalho de investigação usando a tecnologia a nosso favor. Cruzamos dados, jogamos isso no computador e descobrimos a exata área de atuação da quadrilha. Depois disso fomos as ruas e levantamos os suspeitos”, disse Luis Peniche, chefe dos investigadores da DP de Taboão da Serra.
Foto: Eduardo Toledo

Mapa com as rotas onde os crimes aconteciam: tecnologia a serviço da Polícia
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Segundo Ivan Toom, responsável pela área de tecnologia da delegacia de Taboão da Serra, as informações passadas pelos motoristas de ônibus ajudaram a prisão da quadrilha. “Trabalhamos a partir dos dados passados pelas vítimas, isso ajudou muito na solução desses casos”, afirma.