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Barulho e som alto: moradores clamam por uma solução

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Redação

20/05/2010 00:00

 

Quando o final de semana acaba, moradores que residem próximos a bares, pizzarias, casas de shows e salões de festas, comemoram. É que o sofrimento por causa do barulho excessivo, da falta de fiscalização e punições para os maus comerciantes está cada vez pior em toda a cidade. Se não bastasse isso, os frequentadores das casas noturnas ligam o som de seus carros, bebem cerveja nas ruas e importunam toda a vizinhança.

O problema é recorrente em toda a cidade. Nas ruas Levi de Souza e Silva, Jovina de Carvalho Dáu, Centro de Taboão, ruas João Fernandes, Katsumi Oshino, Anunciata Amaro Gentille, no Jd. Santa Cruz e avenida Antonio de Oliveira Salazar, Jd. São Salvador, o barulho tem sido insuportável, e o que deveria ser um final de semana de tranqüilidade torna-se um martírio para as pessoas.

Foto: Juliana Martins

GCM realiza blitz na rua levi de Souza e Silva no início deste mês

Ligar para a PM, GCM, enviar reclamações para a prefeitura não tem surtido muito efeito, de acordo com alguns moradores. “Nossas ricas noites de sono tem se tornado um verdadeiro inferno. Está bem difícil conviver aqui no Centro, nós moradores não sabemos mais o que fazer, o pessoal está indo para casa de amigos, parentes e até hotel porque não suporta o barulho. Já registramos reclamações na Ouvidoria, PM, GCM, mas continuamos aqui, sofrendo com tudo isso”, diz um morador que pediu anonimato.

No Jd. Santa Cruz a situação não é diferente, como relata a moradora. “A bagunça começa na quinta-feira, durante todo o final de semana ninguém tem sossego. O barulho é tão grande que chega a dar desespero. Não dá pra falar ao telefone, assistir tevê, ouvir música, e para conversarmos dentro de casa temos que gritar, se não ninguém houve. Para dormir só tomando remédio, caso contrário, nada feito. Isso é um absurdo, não ter paz dentro da sua própria casa”.

As queixas são parecidas, independente de onde esteja o barulho as pessoas estão incomodadas, pois não conseguem descansar como gostariam e, segundo eles, a solução para o problema está bem longe de acontecer.

“Tenho duas crianças pequenas, eu e meu marido trabalhamos, quando chegamos em casa queremos um pouco de paz, mas é impossível, ninguém respeita os vizinhos, a Lei do Silêncio não funciona, e aqui a bagunça é praticamente de terça a domingo, precisamos de ajuda, mas de quem?”, desabafa outra moradora.

A Lei do Silêncio, que é de autoria do vereador Olívio Nóbrega, determina que os estabelecimentos podem ficar abertos até às 23h e somente aqueles com autorização especial ultrapassem esse horário. Caso essa determinação não seja cumprida, o proprietário é notificado, depois multado em R$ 3 mil, e por fim o local é lacrado como explica o diretor municipal de fiscalização, Josué Ferreira Souza e o professor José Marcos Santos, coordenador geral do Programa Taboão Legal, que trabalham em conjunto.

“Nós estamos fiscalizando todos os estabelecimentos comerciais da cidade. Nesses dois endereços do Centro temos passado constantemente. Os estabelecimentos têm acústica, mas talvez esteja com vazamento, mas vamos verificar. Os moradores podem entrar em contato conosco, iremos manter suas identidades em sigilo, nós queremos saber onde está acontecendo o abuso para coibirmos”, diz Josué.

José Marcos, do Taboão Legal, informou que a prefeitura vem realizando diversas blitzes e também pede a colaboração da população para denunciar os comerciantes que abusam do som alto.

“Todos os dias temos uma equipe de plantão, a cidade é dividida 10 em setores, dessa maneira conseguimos um melhor resultado. As visitas são feitas de surpresa, se constamos alguma irregularidade, o primeiro processo é educativo, não adianta só punir. Se após esse primeiro contato o comerciante não regularizar a situação, ele recebe uma notificação, depois a multa e a última medida é o fechamento do local”, explica.

Quando a barulho é na rua, o morador deve acionar a PM, dentro de estabelecimentos comerciais, a GCM, que entra em contato com um fiscal de plantão. Durante a semana podem entrar em contato também com o departamento de Fiscalização, Taboão legal ou Ouvidoria.

“A denuncia não fica parada em nenhum desses locais. Nós trabalhamos em conjunto e assim que a denuncia chega é aberto um processo que pode ser acompanhado pelo denunciante. São todos canais confiáveis”, completa José Marcos.

Para o vereador Olívio Nóbrega, autor da Lei, a fiscalização tem deixado a desejar, por isso há tantas reclamações por barulho.

“Falta fiscalização, tenho cobrado isso do Prefeito, barulho e desordem não serão mais tolerados, é necessário mais rigor na aplicação da Lei do Silêncio”, declara Olívio Nóbrega, que está elaborando uma nova Lei que irá punir também as lojas de conveniências pelo barulho, “estou elaborando uma Lei para punir as lojas de Conveniência, em minha opinião eles são responsáveis pelos clientes que ficam com seus carros ligados com som alto”, finaliza.

Serviço

Para registrar reclamação de barulho em excesso basta entrar em contato com:

Ouvidoria:      4788-5337 ou 4788-5460
Taboão Legal: 4788-5699 ou 4788-5689
Fiscalização:   4788-5648 ou 4788-5490

De segunda a sexta-feira das 08h às 17 horas. Fora desse horário a Guarda Municipal recebe denúncias através do telefone 153.

* o nome de todos os entrevistados foi mantido em sigilo para preservar a segurança de cada morador