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Porque meu arroz não é soltinho?

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Redação

14/05/2010 00:00

 

Dia desses quis preparar um jantar especial para o meu marido. Não sou cozinheira e estou longe de ser, mas não porque eu não queria, eu já até que me esforcei muito para isso. Sempre pedindo dicas para as amigas, e principalmente para as mães das amigas, porque a maioria sofre do mesmo problema que eu. Pegamos receitas na internet, compramos os ingredientes indicados, mas na hora o resultado nem sempre é o almejado. Por isso, opto sempre por receitas simples de fazer.
 
Eu como a maioria das mulheres que conheço enfrentam a dobradinha trabalho/família. Tarefa difícil de conciliar, mas não vou chover no molhado. Esta ladainha todos já conhecem. A questão é que eu gostaria de saber cozinhar, sim! Fazer aqueles pratos maravilhosos ou então abrir a geladeira, pegar meia dúzia de itens e preparar um jantar que arranque elogio de todos. Mas… quase nunca acontece. Além disso, demoro quase duas horas para passar uma camisa direito, gasto muito mais que o necessário nas compras do mês, nem tenho paciência para ficar a tarde inteira assistindo desenho com meu filho.
 
Isso às vezes me entristece, gostaria de querer e poder me dedicar mais às tarefas domésticas. Por outro lado, apesar de militar nas causas feministas, freqüentar passeatas e apitaços, eu sou uma mulher como outra qualquer. Que ama e quer ser amada. Que gosta de receber elogios e agradar aqueles que a cercam.
 
Mas nós que fazemos parte desta nova geração de mulheres estamos sempre entre a cruz e a espada, de um lado as mães e avós ferozes nos criticando por nossa suposta “preguiça” para os deveres domésticos e de outro as revolucionárias feministas dizendo que elas não lutaram tanto para gente se preocupar em deixar um colarinho branquinho.
 
O que penso de tudo isso é que apesar de nossas referências familiares e acadêmicas o que não podemos esquecer é de sermos nós mesmas. Porque o mais importante desta história toda é ser feliz. E para isso é preciso ter humildade, paciência e sabedoria. Eu acho que o mais relevante nesta hora não é o arroz soltinho, nem rezar a cartilha da feminista de cabo a rabo se, em primeiro lugar, não nos aceitarmos como somos de verdade. O resto vem com o tempo, vem depois.
 
Para quem possa interessar seguem as receitas do tal jantar especial que falei no inicio da nossa conversa. Após várias tentativas até que ficou gostoso.           
 
 
Risoto quatro queijos
1 xícara de arroz arbóreo ou parbolizado
1 cebola pequena bem picadinha
1 colher (sopa) de azeite
2 colher (sopa) de manteiga
1 xícara de vinho branco
-1 litro de caldo de carne ou legumes
-50g de queijo mussarela ralado
-50g de queijo parmesão ralado
-50g de queijo gorgonzola picado
-50g de queijo provolone ralado

Em uma panela, refogue a cebola no azeite e em uma colher de manteiga, acrescente o arroz e refogue novamente. Adicione o vinho e deixe evaporar tudo, em seguida, vá acrescentando aos poucos o caldo de carne,  mexendo sempre até que o arroz fique quase cozido. Na sequência, acrescente os queijos aos poucos, sem parar de mexer. Um pouco antes de desligar o fogão, adicione mais uma colher de manteiga. Está pronto, agora é só servir. 


Pavê salgado

1 copo de requeijão
1 caixinha de creme de leite  
2 pacotes de bolacha água e sal
1 lata de molho de tomate pronto
400 gramas de mussarela
400 gramas de presunto
100 gramas de batata palha
 
Modo de fazer
Misture o requeijão e o creme de leite, forre o refratário com parte da mistura, em seguida distribua os biscoitos uniformemente em camadas. Adicione parte da mussarela seguida do presunto e acrescente o molho vermelho. Novamente coloque o molho branco e repita a sequência por mais duas vezes. Por último salpique a batata palha. Leve ao forno para aquecer e dourar. Sirva quente.
 
Espero que gostem e bom apetite!!!!!   Até a próxima.

 

 

Daniela Monteiro pensa em se inscrever num curso de gastronomia, mas não precisa ser tão depressa porque seu marido sabe cozinhar.