Home
›
Polícia prende dois acusados de envolvimento no sequestro de administradora
4 min de leitura
Policiais da Seccional de Taboão da Serra prenderam na tarde de sexta-feira, dia 24, dois acusados de participarem do sequestro da administradora R.M.V., de 54 anos. Ela havia sido sequestrada no último dia 18, em Itapecerica da Serra, quando ela e parentes foram roubados no sítio da família por oito homens armados. A Polícia Civil chegou até o cativeiro, no Jd. Santo Eduardo, no Embu, dois dias depois. Ela foi libertada sem o pagamento do resgate.
Ao libertarem a administradora, dois jovens que faziam a vigilância do cativeiro trocaram tiros com a polícia. Agnaldo Lima Rocha, de 18 anos, teria sacado um revólver calibre 38 e atirado contra os policiais que revidaram. O jovem não resistiu aos ferimentos e morreu após ser socorrido. Um menor de 17 anos, que também guardava o cativeiro, acabou apreendido.
Na quinta-feira, dia 23, policiais tentaram prender Fábio da Conceição, um outro suspeito de fazer parte do grupo. Ele acabou reagindo a prisão e acabou morto. “Essa quadrilha age sempre da mesma forma, assaltam chácaras e sítios e depois levam uma das vítimas para um cativeiro. Geralmente eles são muito violentos em suas ações”, afirmou um policial que pediu anonimato.
Um dia depois, na sexta-feira, dia 24, a Polícia conseguiu prender mais dois acusados. Carlos André Santos Pereira e Malcilio Almeida de Freitas, foram presos na região de Itapecerica da Serra e na zona sul da capital, respectivamente. A quadrilha é suspeita de praticar diversos sequestros na região de Itapecerica da Serra.
O sequestro
O sequestro começou no último dia 18, quando a mulher e parentes foram roubados no sítio da família por oito homens armados. A Liberdade foi reconquistada, na tarde da última segunda-feira, dia 20, após uma equipe da Delegacia Seccional de Taboão chegar ao cativeiro, no Jardim Santo Eduardo. Nesses dois dias, os seqüestradores mantiveram contato e pediam R$ 1,5 milhão para libertar a vítima.
O sequestro começou no último dia 18. Naquele sábado, R.M.V. e quatro familiares, entre eles três mulheres, passavam o fim de semana em um sítio em Itapecerica da Serra, também na Grande São Paulo. No final da tarde, oito homens armados invadiram o local, roubaram eletrônicos, cartões e dinheiros, e, no final, levaram a administradora como refém.
Horas depois, os criminosos já realizaram o primeiro contato com a família e exigiram o pagamento do resgate: R$ 1,5 milhão. Nesse momento, as negociações foram iniciadas e, paralelamente, foi instaurado um Inquérito Policial pata investigar a localização da vítima e prender os homens que participaram do roubo.
Já no dia seguinte, o serviço de inteligência policial do Setor de Investigações gerais (SIG) da Seccional de Taboão, em parceria com a Delegacia de Polícia de Itapecerica da Serra, obteve informações de um endereço, na rua Ouro Preto, que serviria como o suposto cativeiro.
No local, os policiais se identificaram e detiveram um adolescente, que fazia guarita na porta. A Polícia Civil entrou no imóvel e o ajudante A.L.R., de 18, sacou um revólver e disparou contra os homens da equipe, que revidaram e detiveram o sequestrador em seguida. Antes dos disparos, os investigadores já tinham visualizado a vítima, que estava deitada em um canto do cômodo do local e fora de perigo.
A. foi socorrido e encaminhado ao Pronto Socorro do Jardim Vazame, onde acabou morrendo. No cativeiro, foram apreendidos dois aparelhos celulares, um rádio transmissor e um revólver calibre 38. O adolescente foi apreendido e conduzido à Delegacia Seccional de Taboão da Serra, onde, devido à gravidade da ocorrência, foi emitido Ato Infracional para adoção das medidas cabíveis ao caso.
A administradora foi libertada sem nenhum ferimento e levada para a família. As armas, tanto o 38 – quanto a pistola usada pelos policiais para conter o seqüestrador, foram apreendidas e encaminhadas para pericia no Instituto de Criminalística
Colaborou Thiago Beato