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Sérgio Vaz lança livro contando a história da Cooperifa e curte a boa fase
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São poucas as pessoas que conseguem fazer do seu prazer a sua profissão. Nestes raríssimos casos está incluído o poeta Sérgio Vaz, maior expoente da cultura taboanense, referência da periferia e general das palavras, como cunhou o rapper Mano Brown, outro que aprendeu que trabalho pode (e deve) dar, acima de tudo, satisfação. É nessa pegada que Sérgio Vaz lançou na última quarta-feira, dia 20, o seu novo livro.
“Cooperifa, Antropofagia Periférica” relata em 282 páginas a história desse movimento que começou como por brincadeira em Taboão da Serra e hoje virou uma das maiores grifes da periferia e se firmou com um dos mais badalados e importantes movimentos culturais de São Paulo.
Foto: André Porto | Divulgação

Vaz durante lançamento do livro que conta a história da Cooperifa
“Acho que o livro é a minha redenção, ele saiu em um momento importante da minha vida e da minha carreira”, afirma Vaz. Editado pela editora O Instituto, a obra faz parte da coleção Tramas Urbanas e está a venda em todas as livrarias de São Paulo. Apesar do lançamento oficial ter acontecido no Bar do Zé Batidão, na Piraporinha, Taboão da Serra também terá uma noite de autógrafos. “Estamos negociando o local e a data”, afirma o poeta.
Paralelo ao lançamento do livro, Sérgio Vaz participou de dois importantes debates na Bienal do Livro, que aconteceu no Anhembi até domingo passado. Na sexta-feira, dia 22, Vaz, Ferréz, Paulo Lins e Marcelino Freire debateram no espaço do Sesc. No sábado, 23, um encontro com novos escritores, mediado pelo jornalista Chico Pinheiro, discutiu o movimento chamado literatura periférica.
Se não bastasse o momento de enorme agitação, Sérgio Vaz ainda foi indicado ao prêmio “Betinho – Atitude Cidadã”, um dos mais importantes do país. Segundo ele, o projeto selecionado pela Rede Nacional de Mobilização Social foi o Poesia nas Escolas, onde Vaz desenvolve aulas de poesia para alunos de Taboão da Serra e de São Paulo. No site do prêmio, internautas podem votar no projeto.
Foto: Eduardo Toledo

Ferréz, Paulo Lins, autor do livro Cidade de Deus, Sérgio Vaz e o escritor Marcelino Freire: debate na Bienal do Livro
Paralelamente a esse turbilhão de boas notícias, Sérgio Vaz ainda encontra tempo para um novo projeto, o “Cinema na Laje”. “Nossa idéia é passar filmes bons, que ficam fora do circuito, em cima do bar do Zé Batidão, onde rola o sarau da Cooperifa. Por isso a gente escolheu esse nome”. Ainda em fase incubadora, o cinema da periferia deve virar realidade em outubro.
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Nesta semana Sérgio Vaz recebeu um outro convite importante. Convidado pelo empresário Oded Grajew, da Fundação Abrinq, ele será um dos quatro observadores do debate entre os candidatos a prefeito em São Paulo, que acontece em setembro. Vaz irá representar a periferia nesse importante acontecimento político da capital. “Fiquei muito orgulhoso com o convite, vou lá representar a quebrada”, garante.
E, se muitas pessoas não crêem que seja possível fazer tudo isso, ao mesmo tempo e agora, Sérgio Vaz resume o seu estado de espírito: “nesse instante, nós somos a poesia”.