Home
›
Mãe e padrasto são acusados de torturar menina de 3 anos com choques elétricos
3 min de leitura
A mãe e o padrasto de uma criança de três anos foram indiciados nesta semana, acusados de torturarem a menina com choques elétricos. O casal confessou os maus-tratos para o Conselho Tutelar da cidade. A polícia pediu a prisão provisória dos pais, porém o Ministério Público negou e pediu mais provas para determinar a prisão. O caso foi descoberto após denúncias de familiares.
O padastro da menina, o montador de móveis Jorge Henrique Gregório, de 23 anos, confessou as agressões. Ele contou que quando a criança ligava a televisão, sem a sua autorização, ele enrolava nos pulsos da menina uma corrente de ferro e depois colocava fios desencapados na tomada, causando choques.
Segundo o conselheiro tutelar Rodrigo Vieira Martins, o padastro disse que fazia isso porque ela não era filha dele. “A menina contou que ele dava choque elétrico nela. Depois, dava banho gelado e deixava a menina nua e virada para a parede, de castigo”, afirmou Rodrigo ao jornal Diário de São Paulo.
De acordo com Rodrigo, a criança está bastante debilitada. Outra informação passada pelo conselheiro é que a mãe da criança, Bárbara Stephanie da Silva, de 18 anos, confirmou os maus-tratos e disse que também batia na filha com uma vara. A menina foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de corpo de delito.
Família fez a denúncia
A denúncia de maus-tratos feita para o Conselho Tutelar partiu de familiares da criança. A avó da menina, Isabel Cristina da Silva, 41 anos, descobriu as agressões após a neta passar um dia em sua casa, em Embu-Guaçu. “Ela contou para a tia que o padrasto dava choques se ela ligasse a TV”.
A avó ainda disse que as agressões contra a menina começaram em maio, depois que Bárbara foi morar com Gregório. “Ela sempre foi uma criança feliz. De uns tempos pra cá, começou a ficar quietinha, parou de sorrir. A minha neta virou um bichinho, coitadinha”, afirmou.
Para a avó, a filha tem que pagar pelo que fez. “Não desejo mal pra minha filha. Mas o que ela passar é castigo pelo que fez. Não se troca uma filha por um homem”.